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.:Mural:.

Histórico:
- 12/03/2006 a 18/03/2006
- 25/09/2005 a 01/10/2005
- 04/09/2005 a 10/09/2005


Layout:
Templates By Marina

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INTERPRETANDO O CREDO DAS BRUXAS (Fernando Martins)
O Credo das Bruxas
Ouçam as palavras das Bruxas,
E os segredos que ocultamos na noite
Quando negra era a senda de nosso destino,
Que agora trazemos à luz.
Mistérios, a água e o fogo,
A terra e o ar que a tudo envolve;
Por quintessência oculta nós os conhecemos,
E ansiamos, silenciamos e ousamos.
O nascer e o renascer de toda natureza,
A passagem do inverno e da primavera,
compartilhamos com a vida universal,
Regozijando no anel mágico.
Na primeira quadra vemos Doreen falar sobre o período das fogueiras, como foi chamado o período da Inquisição, quando a bruxaria foi estigmatizada em definitivo por conta do olhar preconceituoso da Igreja vigente. No entanto, como ela diz no último verso, “agora trazemos a luz”, ou seja, o advento da expansão em nova leitura das antigas práticas pagãs, que chamamos hoje de neo-paganismo e que tem como carro-chefe, a Wicca criada por Gerald Gardner.
Na segunda quadra, Doreen abre com a palavra Mistérios, que vem a ser a compreensão por via vivencial da prática neo-pagã. Logo após evoca os quatro elementos, cujas energias se fazem presentes em todo ritual. A palavra quintessencia que significa a manifestação perfeita de uma qualidade, ou seja, a essência na totalidade de algo é apresentada como o canal para toda esta Magia que nos envolve nos rituais. E diante deste conhecimento, como ela diz: ansiamos, silenciamos e ousamos. Tratando-se assim de uma máxima dentro da Wicca.
Na terceira quadra, vemos os Mistérios da Circularidade expressos no nascer e renascer da natureza e as passagens das estações onde ela destaca duas, inverno e primavera, o nascimento do Deus e o nascimento da Deusa (a mãe terra). Estes ritos são um verdadeiro momento de interação, daí ela dizer sobre o compartilhamento com a vida universal, sendo que tudo isto se dá, dentro do Círculo Sagrado, ou seja, o anel mágico.
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Por quatro vezes no ano o grande Sabbat
Retorna e os bruxos são vistos
No Lammas e no Candlemas a dançar,
No Dia de Maio e no antigo Halloween.
Quando o dia e a noite se igualam,
Quando o sol atinge seu ápice e seu ponto mais baixo,
Reúnem-se para os Sabbats Menores,
E os bruxos celebram em festa.
Treze luas de prata num ano,
Como treze são os membros de um coven,
Treze vezes num Esbá trazem alegria,
Para cada ano dourado mais um dia.
Na primeira quadra vemos Doreen falar sobre os Sabás, sendo que aí, apresenta os Sabás maiores, Lammas, também conhecido como Lughnasad, Candlemas, também conhecido como Imbolg, O dia de Maio, conhecido como Beltane (no caso no hemisfério norte é celebrado em maio, aqui no hemisfério sul é celebrado agora em novembro) e o Halloween, que é o nome comercial americanizado do Samhain e ela optou por utiliza-lo.
Na segunda quadra, Doreen fala sobre os Sabás menores, os Equinócios, quando a noite e o dia se igualam, que são o equinócio de primavera (Ostara) e o equinócio de outono (Mabon) e também sobre os solstícios, quando o sol atinge seu ápice, solstício de verão (Litha) e seu ponto mais baixo, solstício de inverno (Yule)
Na terceira quadra, vemos os Esbás, que são no total de 13 ao longo da Roda do Ano, pois o ano contem 13 luas em doze meses.
O poder foi passado através das eras,
A cada vez entre homem e mulher,
De cada século para o seguinte,
Desde início dos tempos e das eras.
Quando o círculo mágico é formado,
Por espada, atame ou poder,
Seu centro jaz entre os dois mundos,
Na Terra das Sombras para aquele momento.
Temos nestas duas quadras, dois momentos distintos.
O primeiro onde Doreen deixa claro que como foi determinado na Tradição Mãe Gardneriana, homens iniciam mulheres e mulheres iniciam homens, com a exceção no caso entre pais mães e filhos filhas.
O poder é como se chama o momento de passagem na Iniciação e que ao ser passado, mantêm a Tradição. No caso aqui, a Tradição da Velha Religião como nos é apresentado por Doreen.
Na segunda quadra, temos as formas de traçar um Círculo Sagrado, tanto como por espada, como athame e com poder. Nós na Tradição Filosófica, utilizamos a terceira forma, o traçamento por Poder e que é ensinado a todos os aprendizes desde o primeiro contato com a ritualística.
Seguindo ela fala sobre a divisão que é feita ao se traçar do Círculo, os dois mundos, o entremundos, o mundo dos deuses (sagrado) e o mundo dos homens (profano).
Abençoada Seja e Esteja nossa Arte e Ofício.
Fernando Martins
Organizador Local RJ PFI Pagan Federation International
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Margot Adler, Drawing Down the Moon
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SEUS FEITIÇOS FUNCIONAM?
Quantas vezes já não ouvi esta pergunta. A resposta? Bem, depende. Depende de quem faz a pergunta.
Muitas pessoas, que não acreditam no que fazemos, perguntam isso apenas como uma introdução a uma provocação. Algo do tipo, “Se sua magia funciona, faça alguma coisa acontecer para me provar.” Isso já aconteceu com você? E aí, sentiu-se tentado? Não fique. Em primeiro lugar, nada do que você faça jamais vai convencer alguém que nunca sentiu a magia no ar. E também, qual seria a razão para tentar convencer a quem quer que seja? Só existe uma pessoa a quem você precisa convencer que a Magia funciona e este alguém é você mesma. A maioria dos livros diz que o primeiro quesito a ser preenchido para que sua magia funcione é acreditar nela. Eu acho que seus autores estão redondamente enganados. Você não deve acreditar que ela funciona, deve SABER que funciona. O ato de acreditar em alguma coisa traz implícita uma dúvida. Saber, não. Você precisa SABER que a Magia funciona, saber isso como sabe que tem duas pernas, dois braços, saber isso como sabe que o Sol vai nascer amanhã. Este é o primeiro catalisador da magia.
Uma vez que você sabe que a Magia funciona, você precisa saber o que fazer para que ela funcione para você, do jeito que você quer, e é aí que entram seus estudos, sua dedicação à Arte dos Sábios. Afinal, você precisa saber não só o que fazer, mas também o que não fazer e mais ainda, o que fazer se alguma coisa der errada. Você precisa conhecer as leis que regem a Magia para saber como ela funciona e a partir daí, nortear suas ações rumo ao resultado desejado.
Mas será que só isso é suficiente? Se uma pessoa encontrar o Livro de Feitiços perfeito e copiar um de seus feitiços, seguindo à risca todos os seus ingredientes e demais correspondências, esta pessoa terá a garantia de que seu feitiço vai funcionar? Não. Porque o principal ingrediente de um feitiço, aquele sem o qual nenhuma Magia funciona, não está em uma lista, não está em nenhum livro. Sabe qual é? É você mesmo, é sua vontade. Para que sua magia funcione, você precisa QUERER que ela funcione. Você precisa desejar o resultado com todas as suas forças, com todo o seu coração, com toda a sua alma. Só assim você terá à sua disposição a energia necessária para colocar o feitiço em movimento.
A Magia vem de dentro de você. É a força e energia de sua vontade que dispara o fluir da Magia a partir de seu coração. E fluindo de seu coração, suas palavras darão forma à Magia quando ela passar por sua mente. Os ingredientes, ervas, pedras, instrumentos, apenas a fortalecerão. Uma voz vazia de emoção não é capaz de fazer Magia. Uma pessoa vazia de desejo não é capaz de fazer funcionar nem mesmo o mais simples dos feitiços. Tudo o que ela fizer será apenas teatro.
Bom, você já sabe o que fazer e quer o resultado com todas as suas forças. Para onde você vai a partir daí? É neste momento que a maioria das pessoas empaca. Começam a surgir as dúvidas, será que eu estou pensando corretamente? Será que estou mesmo usando as correspondências corretas? Será que eu sou capaz? Enquanto essas dúvidas são muito salutares no início para manter-nos longe da armadilha da auto-ilusão, chega um momento em que elas deixam de ser uma bênção e tornam-se uma maldição. A maldição do quase. “Eu quase fiz.” E nunca faz.
E como vencer este impasse? Como deixar a teoria e tornar-se, efetivamente, Brux@ praticante? Simples, entregue-se. Este é o momento de deixar de lado os medos, traçar o círculo e OUSAR ir em busca de seus desejos, OUSAR mudar a realidade, OUSAR mudar seu destino. É quase um ritual de passagem, deixar de ser uma Brux@ de livro e tornar-se uma verdadeira praticante de Magia. É estar disposta a pagar o preço por seu desejo e correr o risco de vê-lo realizado. Sim, porque nem sempre o que pedimos é o melhor para nós. E como diz o ditado “Cuidado com o que desejas, pois certamente lhe será concedido.”
E se você fizer besteira? Bem, terá que arcar com as conseqüências, não é mesmo? Não existe nada mais divertido para praticantes de longa data do que comparar erros mágicos. Mas as Bruxas erram? Claro!! De que outra forma haveríamos de aprender, não só sobre a Magia, mas sobre nós mesmos? Sim, nós cometemos erros e temos que viver com seus resultados. Existem é claro opções para minimizar os impactos em caso de erro mágico. Você pode especificar que o feitiço só vai se realizar se não for causar mal a ninguém. Pode e deve especificar que você tem o poder de deter ou reverter sua ação se o desejar. Pode especificar um tempo máximo de duração do efeito do encantamento. Essas cláusulas de contenção vão limitar a ação de seu feitiço, é claro, mas vão te prover uma rota de fuga caso alguma coisa saia terrivelmente errada.
E depois de feito o feitiço? A primeira coisa é saber que você precisa ajudar seu feitiço a se concretizar. De nada adianta fazer um feitiço para encontrar um novo amor e nunca pôr os pés para fora de casa. A não ser é claro que seu objeto de desejo seja um entregador de pizza. Neste caso, é melhor ficar em casa mesmo e de preferência cercado de amigos, afinal não há sentido em engordar comendo todas as pizzas sozinho, há? Acho que a idéia ficou clara, você agiu magicamente, não agiu? Então é hora de agir também fisicamente.
Quanto ao feitiço o melhor que você pode fazer é CALAR sobre ele. Não disperse sua energia contando sobre seu feitiço a toda a torcida do Flamengo. Proteja seu feitiço, expondo-o o mínimo possível a influências contrárias. E espere pelos resultados.
E se depois de tudo isso, ainda assim seu feitiço não funcionar? Temos então várias opções, você pode não ter colocado emoção suficiente, pode ser que suas cláusulas de contenção tenham impedido a ação do feitiço, ou pode ser que não seja o momento certo para este feitiço se concretizar. Neste caso a melhor opção é repensar se é isso mesmo o que você quer. Se você chegar à conclusão de que realmente quer que o feitiço funcione, refaça-o, recrie o feitiço e tente de novo, você pode até mesmo pensar em retirar algumas cláusulas de contenção, se o desejar tanto assim. E se dessa vez você colocar a força de sua vontade, com certeza o feitiço vai funcionar.
Os meus feitiços funcionam, os seus só depende de você.
Naelyan Wyvern
(Maximira Carlota)
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CREDO DAS BRUXAS
Ouça agora a palavra das Bruxas,
Os segredos que na noite escondemos,
Quando a obscuridade era caminho e destino,
E que agora à luz nós trazemos.
Conhecendo a essência profunda,
Dos mistérios da água e do fogo,
E da terra e do ar que circunda,
Manteve silêncio o nosso povo.
O eterno renascimento da natureza,
A passagem do Inverno e da Primavera,
Compartilhamos com o Universo da Vida,
Que num Círculo Mágico se alegra.
Quatro vezes por ano somos vistas,
No retorno dos grandes Sabbats,
No antigo Halloween e em Beltane,
Ou dançando em Imbloc e Lammas.
Dia e Noite em tempos iguais vão estar,
Ou o Sol bem mais perto ou longe de nós,
Quando, mais uma vez, Bruxas a festejar,
Ostara, Mabon, Litha ou Yule a saudar.
Treze Luas de Prata cada anos tem,
E treze são os covens também,
Treze vezes dançar nos Esbbaths com alegria,
Para saudar a cada precioso ano e dia.
De um século a outro persiste o poder,
Que através das eras tem sido levado,
Transmitido sempre entre homem e mulher,
Desde o princípio de todo o passado.
Quando o Círculo Mágico for desenhado,
Do poder conferido a algum instrumento,
Seu compasso será a união entre dois mundos,
Na terra das sombras daquele momento.
O mundo comum não deve saber,
E o mundo do além também não dirá,
Que o maior dos Deuses se faz conhecer,
E a grande magia ali se realizará.
Na natureza são dois os poderes,
Com formas e forças sagradas,
Nesse templo, são dois os pilares,
Que protegem e guardam a entrada.
E o que queres fazer sra o desafio,
Como amar a um amor que a ninguém vá magoar,
Essa única regra seguimos a fio,
Para a magia dos antigos se manifestar,
Oito palavras o credo das Bruxas enseja:
SEM PREJUDICAR NINGUÉM,
FAÇA O QUE DESEJA.
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